26 de dezembro de 2011

Roger Waters - To Kill The Child-Leaving Beirut 2004

Olá pessoal, acabei de fazer o download desse disco e estou disponibilizando-o no blog para vocês curtirem também, adoro ouvir essa canção do Roger “Leaving Beirut” onde ele fala sobre uma experiência que teve aos 16 anos quando foi ao Líbano. A versão dessa musica que mas gostei foi a da tour do “Dark Side Of The Moon” do Roger Waters e que estava linda e com um maravilhoso solo de guitarra, nesse disco ela encontra-se bem diferente no entanto continua com sua essência maravilhosa, amo ouvi essa canção...

Espero que gostem desse pequeno disco, postei mesmo para completa a coleção dos fãs de Roger Waters, e para quem não sabe fiquem a vontade para fazer perdidos!!!

Esse disco foi lançado em 2004 e pela pesquisa que fiz teve lançamento official somente no Japão e tembém pela web, para quem desconhece sobre a musica “Living Beirut” segue abaixo a letra traduzida que é por sinal muito longa (risos). Abraços a todos.

Leaving Beirute (Tradução)

Deixando Beirute

Então nós saimos de Beirute, Willa e eu

Ele foi em direção ao Leste para Baghdad e o resto disso

Eu fui para o Norte, para casa

Eu andei por umas cinco, seis milhas até o ultimo poste da rua

E sentei no meio fio, no crepusculo

Com meu dedão levantado

Sem grandes esperanças em relação ao trafego local decrépito

Sucesso!

Uma velha Mercedes 'dolmus'

O onipresente taxi dividido, Arabe, apareceu

Eu revirei meus bolsos e dei de ombros, falei ao motorista

-Eu não tenho dinheiro

-Entre!

Uma voz macia no banco de tras

O motorista se esticou e abriu a porta de trás

Eu me esgueirei para olhar os dois homens ali

Um mal encarado, exausto, de bigode, irritado, distante, atrasado

O outro, aquele que tinha falado,

Fragil, uns 50 anos, careca, pálido, vestindo uma camiseta azul-palida de algodão

Com uma caneta no bolso

Um caixeiro talves, levemente afundado no assento

-Entre!

Ele disse novamente, e sorriu

-Mas eu não tenho dinheiro

Sim, sim, certo, entre!

São essas as pessoas que devemos bombardear?

Temos certeza que elas nos querem fazer mal?

Esse é o nosso prazer, crime ou castigo?

Essa é uma montanha que realmente queremos escalar?

A estrada é dificil, dificil e longa

Abaixe suas ferramentas

Esse homem nunca te expulsaria de sua porta

Oh George! Oh George!

Aquela educação do Texas deve ter fodido sua cabeça quando voce era pequeno

Ele acenou com um pequeno movimento artritico de sua mão

Dedos juntos como uma criança que da tchau

O motorista colocou minha velha guitarra Hofner na mala, junto com minha mochila

E então seguimos

-Você é Frances, senhor?

-Não, Ingles

-Ah! Ingles

-Voce fala ingles, senhor?

-Não, sinto muito

E assim por diante

Numa pequena conversa entre estranhos, seu Frances com sotaque estrangeiro, mas correto

O meu meio capenga, mas ávido para se fazer entender

Uma carona, afinal de contas, é uma carona

O atrasado bigodudo nos deixou bruscamente

E algumas milhas adiante o Dolmus foi parando num cruzamento iluminado por uma unica lampada

Fez um contorno e parou numa nuvem de poeira

Eu abri a porta e saí

Mas meu benfeitor não se moveu

O motorista jogou minha guitarra e minha mochila nos meus pés

E acenando respondendo meu obrigado voltou ao porta-malas

Apenas para buscar um par de muletas

As quais ele encostou na traseira da Mercedes.

Ele chegou no carro e levantou meu companheiro para fora

Apenas uma perna, a segunda era a perna da calça cuidadosamente pregada na altura do quadril

-Senhor, por favor, seria uma honra se voce acompanhasse eu e minha esposa no jantar la em casa"

Quando eu tinha 17 anos minha mãe, abençoado seja seu coração, atendeu meu sonho de verão

Ela me deu as chaves do carro

Nós dirigimos até Paris, abastecidos de anfetamina e bebida

Fui preso em Antibes pelos tiras

E fui roubado em Naples pelos italianos

Mas todos foram gentis conosco, nós éramos os caras ingleses

Nossos pais haviam ajudado eles a ganhar a guerra

Quando todos sabiamos pelo que lutavamos

Mas agora um Ingles no estrangeiro é apenas um pateta dos EUA

O bulldog é um poodle dando voltas no ultimo refugio do canalha

-Minha esposa

Graças a Deus! Perneta mas não esquisito (ou homosexual)

O taxi saiu nos deixando na palida luz da lampada que balançava

Nenhum prédio a vista

Que diabos

-Obrigado senhor

-Certo, siga-me!

Sua face enrugada de alegria, ele seguiu na minha frente

Balançando sua perna entre as muletas com um cuidado agoniante

Seguindo pela estrada empoeirada até a escuridão

Depois de meia hora andamos mais ou menos meia milha

Quando a direita eu percebi o semblante de um prédio

Ele falou em Arabe para anunciar nossa chegada

E depois de algum movimento dentro uma lampada foi acesa

E o angulo de luz que mudava na fresta abaixo da porta

Assinalava a chegada de alguem

A porta see abriu e lá, segurando uma lampada a oleo antiga

Estava uma mulher pequena, de bigode, sorrindo para nós

Ela nos deu passagem e quando ela virou

Eu vi a razão da inclinação dela

Ela carregava em suas costas uma corcunda chocante

Eu acenei e sorri para ela, lutando pelo controle

A gentileza entre o homem perneta e sua esposa monstruosa

Era muito para mim

A gentileza é muito para nós?

A gentileza deveria ser preenchida com empatia?

Nós sentimos pelos filhos de outra pessoa

Toda vez que uma bomba teleguiada faz suas somas e erra

O filho de outra pessoa morre e o saldo na defesa sobe

America, America, por favor nos escute quando falamos

Voce tem hip-hop, be-bop, jogos e agitação

VOce tem Atticus Finch

Voce tem Jane Russell

Voce tem liberdade de expressão

Voce tem ótimas praias, fauna e shopings

Não deixe que a poderosa, a direita cristã, foda isso tudo

Para voce e para o resto do mundo

Eles andaram extasiados

Ela foi pegar as muletas dele numa rotina de cuidado

Ele advertindo, fazendo gestos

-Nós temos um convidado

Ela envergonhada por sua falta de maneiras

Pegou minhas coisas e as colocou gentilmente num canto

-Quer chá?

Nós sentamos em colchões miseraveis no canto do unico quarto

O chão era de terra batida, dura, e numa parede uma plataforma

De mais ou menos 2X1 metros coberta por um cobertor simples, a cama

A corcunda se ocupou com pequenos copos de cobre sobre uma lareira

E nos trouxe chá, quente e doce

E para jantar

Um pão simples de farinha e agua, da grossura de um biscoito

Assado numa frigideira de ferro sobre a lareira

Depois dobrado e mergulhado no interior macio de um ouriço do mar

Minha anfitriã não comeu, eu comi o jantar dela

Ela não escutaria mais nada, eu era o convidado deles

E ela se retirou atras de uma cortina

E deixou os homens bebndo xicaras cheias de Arak

Cuidadosamente despejado de uma garrafa com um rótulo sumindo

Logo ela reapareceu, radiante

Carregando em seus braços o orgulho e a felicidade deles, sua criança.

Eu nunca vi uma vesga como aquela criança

Era tão severo que enquanto um olho olhava o outro desaparecia atras de seu nariz

Não em meu nome, Tony, voce, seu grande lider de guerra

Terror é ainda terror, não importa quem faça as regras

A história não é escrita pelos derrotados ou amaldiçoados

Agora nós somos Genghis Khan, Lucretia Borgia, Filho de Sam

Em 1961 eles levaram essa criança para casa

Eu me pergunto o que aconteceu com eles

No caldeirão que era o Libano

Se ue pudesse acha-los agora, será que eu poderia melhorar as cosias?

Como a história acaba?

E então para cama, eu fui, eles não

É claro que eles dormiram no chão, atras da cortina

E eu fiquei deitado, acrodado a noite toda, na cama de terra

E então chegou a madrugada e seus movimentos quietos

-Cuidado para não acordar o convidado

Eu bocejei como um grnade pretexto

E peguei a bacia de agua aquecida que me ofereceram e me lavei

E tomei meu café em sua chicara pequenina

E então com muitos "merci-ing" (agradecimentos) e me curvando e apertando as mãos

Nós deixamos a mulher em seus afazeres

E nós homens voltamos até o cruzamento

A dolorosa lentidão de nosso progresso acentuada pela brilhante luz da manhã

O Dolmus pontualmente reapareceu

Meu anfitrião me deu uma bengala e se apoiando na outra

Apertou minha mão e sorriu

-Obrigado senhor, eu disse

-De nada

-E agradeça sua esposa por mim, ela foi muito gentil

E entreguei sua outra bengala

Ele se deixou sentar no banco traseiro do taxi novamente

-Boa-viagem senhor, ele disse

E meio curvado enquanto o taxi seguiu para o sul, para a cidade

Eu virei para o Norte, minha guitarra em meus ombros

E o primeiro sopro quente do vento

Rapidamente secou as lagrimas salgadas em minhas bochechas juvenis.


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